No último final de semana ocorreu no Ginásio Geraldão, em Recife, o 43º Congresso de Jovens da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), que é presidida pelo Pr. Ailton José Alves. Na ocasião o evento contou com a presença de mais de 20 mil pessoas. Um fato que chamou a atenção foi a presença dos dois prováveis candidatos ao governo do estado em 2026, Raquel Lyra (PSD), atual governadora, e João Campos (PSB), atual prefeito do Recife.
Na noite de Sábado (25) a governadora ao lado de sua vice Priscila Krause, teve a oportunidade de se dirigir a multidão do Geraldão após receber uma oração do pastor presidente da IEADPE “Nada melhor do que vemos aqui mais de 10 mil jovens juntos para falar sobre Deus. Falando sobre o jovem mais inspirador da nossa história, Jesus Cristo.”. Além de ser uma agenda enquanto governadora do estado em prestigiar um evento dessa magnitude, a presença apontou também para a importância do eleitorado evangélico para o jogo político de 2026. Raquel Lyra nomeou como diretora da Arena de Pernambuco a missionária Michelly Collins que é ligada à Assembleia de Deus em Pernambuco.
Os irmãos Ferreiras e a família Collins são peça chave para Raquel nessa aproximação com os evangélicos em Pernambuco. Os Collins já estão contemplados em seu governo, inclusive sendo um aceno importante da missionária Michelly em suas redes sociais conjecturar o congresso de jovens de 2026 na Arena de Pernambuco. Porém resta os Ferreiras darem as mãos definitivamente com a governadora. Vale salientar que esse é um recorte da comunidade de fé, não representando a pluralidade do evangelicalismo no estado.
Por outro lado, no domingo (26), João Campos ao lado de seu vice, esteve também no congresso, e de igual modo a governadora, recebeu uma oração e teve oportunidade de falar com o público “Eu nunca vi esse ginásio tão repleto de fé e esperança, e da presença do Senhor, como no dia de hoje.”. Em sua fala houve destaque para seu cumprimento ao deputado federal Eduardo da Fonte (PP) que integra hoje a base da governadora Raquel Lyra, levantando a dúvida da virada de palanque do deputado. Para o socialista, o apoio do eleitorado evangélico é mais difícil tendo em vista as incompatibilidades ideológicas do partido do prefeito com os evangélicos, além de não contar com uma base que lhe auxilie nesta aproximação.








