A rejeição de João – Análise

Se não bastasse a queda nas pesquisas de intencao de voto para o governo de Pernambuco, outro dado tem gerado preocupação para a pré campanha do ex prefeito do Recife, João Campos: a rejeição de seu nome.

Para qualquer político de mandato, o dado que aponta rejeição traz cautela imediata. Mas no cálculo eleitoral, há se de entender que o próprio desgaste de qualquer gestão leva crescimento nesse índice . O curioso no caso de João Campos é que se a pesquisa retrata a amostra do eleitorado estadual, não há explicação para rejeição de seu nome no interior, ou há?

A explicação pode se dar ao desgaste do seu partido, o PSB, que durante dezesseis anos esteve à frente do Palácio do Campo das Princesas. Oito desses dezesseis, sobre o desastre popular de Paulo Câmara, que tinha rejeição na casa dos 60%.

Se para João haverá a difícil missão de se mostrar uma alternativa viável no próximo pleito, o desgaste do PSB será um desafio a mais.

Ainda sobre o cálculo da rejeição do ex prefeito do Recife, pode pesar seu próprio marketing eleitoral. Outrora visto como principal fonte de força, o marketing gerou também uma rejeição natural, principalmente pelo desgaste de sua gestão, nos sucessivos atrasos e aditivos de obras, denunciados por seus opositores na Câmara Municipal.

Uma coisa é certa, essa é uma dor de cabeça que não será resolvida facilmente.