A volta dos que não foram – Opinião

Via Blog Capital

Que a política é dinâmica, não há nenhuma surpresa, mas os bastidores em Pernambuco mostraram um cenário agitado, cheio de possibilidades, que no final, acabou sem nenhuma surpresa para um dos lados.

Durante meses, o prefeito do Recife, João Campos, desfilou com potenciais membros que formariam sua chapa. Quis por um momento surpreender o cenário político e cavou diálogos com o presidente do PP em Pernambuco, Eduardo da Fonte. O que ele conseguiu? Perder totalmente o controle da sua própria formação de chapa! Explico:

O aceno de João para trazer Eduardo para uma chapa, fez a reação dos aliados ser imediata. Marília Arraes e Silvinho mandaram seus recados. João teve que correr pra evitar prejuízos maiores e irreversíveis!

Afastou o nome de Dudu, negociou espaços e trouxe os aliados pra uma chapa. Mas o que ganhou com isso? Saiu fortalecido? Pelo contrário! Presidente nacional do PSB, um dos partidos de maior força histórica do Estado, João sequer teve força pra escolher a própria chapa! Teve que dar total autonomia para Lula. Perdeu o controle!

E mais: trouxe a peso de ouro quem já estava do seu lado. E conseguiu de quebra se desgastar com o PT de Pernambuco, que não gostou nadinha de ser rifado na estratégia de formação de chapa.
O erro de cálculo político de João mostra que a inexperiência eleitoral pode custar caro.

E Raquel?

O amadurecimento político faz a diferença. Raquel não joga com emoções, pelo contrário. Tem os cálculos claros no seu próprio xadrez eleitoral e só joga com as peças quando tem a visão de todo cenário. Benefícios disso? Jogando “parada” conseguiu ver o cenário se desenhar. Dudu se desgastou a toa. Silvinho e Marília mostraram que o alinhamento político converge segundo interesses pessoais.
De quebra, Raquel tem tudo para ter uma chapa forte, com nomes que irão acrescentar algo imprescindível na política: alinhamento e lealdade.