Debandada de lideranças atinge Marília Arraes e reacende bastidores sobre João Campos e Humberto Costa – Análise

A debandada generalizada de apoiadores da pré-candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado provocou fortes repercussões nos bastidores da política em Pernambuco. A renúncia coletiva do suporte político ocorreu em diversas regiões do estado de maneira coordenada, levantando hipóteses sobre um movimento articulado para enfraquecer a pré-candidata e, indiretamente, favorecer a reeleição do senador Humberto Costa.

Entre os gestores que retiraram o apoio estão os prefeitos Josafá Almeida (PRD, São Caetano), Sandra Paes (Republicanos, Canhotinho), Erivaldo Chagas (Republicanos, Lajedo), Duda Lira (PSDB, Cupira) e César Freitas (PCdoB, Sanharó), além de mais de 15 lideranças regionais. O grupo alegou o descumprimento de acordos políticos previamente firmados para justificar o rompimento.

Especula-se que a articulação tenha o envolvimento de Álvaro Porto (MDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Por envolver nomes de variadas legendas, incluindo o PSB, o episódio desperta questionamentos sobre o papel de João Campos (PSB), pré-candidato ao Governo do Estado. João e Marília, que são primos, protagonizaram uma disputa acirrada no segundo turno da eleição para a Prefeitura do Recife.

Embora não existam evidências formais do envolvimento direto de João Campos no movimento, a perda de sustentação de Marília reorganiza as forças e alianças na disputa majoritária ao Senado.