Na manhã desta quinta-feira (26) os vereadores de Olinda, se reuniram no gabinete do presidente da casa, Saulo Holanda (MDB) para discutir sobre o prosseguimento da discussão do impeachment da atual prefeita Mirella (PSD). Após duas horas de reunião, os parlamentares comunicaram que prosseguirão com o Impeachment que será votado na sessão ordinária da câmara que ocorrerá nesta tarde (26).
O pedido foi feito pelo ex-candidato a prefeito da cidade, Antônio Campos (PRTB), onde ficou em 5º lugar no pleito do ano passado. Ele acusa a prefeita e seu vice de descumprimento à Lei de Acesso à Informação (LAI) e a não prestação de contas solicitada pelos parlamentares.
A câmara de Olinda é composta por 17 vereadores, tendo como composição: 5 cadeiras do PSD, 3 cadeiras do Avante, 2 cadeiras do PL, 2 cadeiras do MDB, 2 cadeiras do PV, e 1 cadeira para o PT, Agir e Democrata Cristão.
Neste cenário, para que o impeachment tenha início é necessário maioria simples, ou seja 8 vereadores, entretanto Mirella, conta com 5 vereadores em sua base, além de seu esposo filiado ao MDB, e mais o apoio dos2 vereadores do PL, totalizando os 8 votos contrários ao impeachment.
Onde se concretizou-se uma vitória da atual gestora ainda maior, tendo o processo de impeachment rejeitado com 13 votos não. Ironicamente o número de campanha do seu principal opositor, Vinicius Castello (PT).
A análise diante dessa situação, levantada pelo perdedor da última eleição, cria uma situação de desgaste e atrito entre o executivo e legislativo do município, mas que na prática não leva de fato Mirella a ser afastada do cargo. E foi o último grito dos derrotados das eleições de 2024, tentando de alguma forma manchar o governo atual.








