Líder Livres Izaque Costa participa da cerimônia de encerramento das comemorações do bicentenário da Confederação do Equador

Em um gesto de reverência histórica e valorização da identidade pernambucana, o líder do movimento Livres em Pernambuco, Izaque Costa, participou da cerimônia de encerramento das comemorações dos 200 anos da Confederação do Equador, realizada com grande significado simbólico e político na cidade do Recife.

A Confederação do Equador, movimento liberal de 1824 que teve em Frei Caneca uma de suas vozes mais altivas, marcou posição frente ao centralismo autoritário do Império recém-proclamado, buscando garantir um modelo republicano, democrático e de autonomia para os estados-membros. Entretanto, essa importante página da história nacional foi, durante décadas, marginalizada pelos relatos oficiais. D. Pedro I e o Império empreenderam um esforço sistemático para apagar os vestígios desta revolta, calando vozes dissidentes e reprimindo qualquer memória que pudesse inspirar autonomia regional e liberdade popular.

Contudo, o atual governo do Estado de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra e da vice-governadora Priscila Krause, tem assumido a responsabilidade de resgatar essa memória histórica. Com ações culturais, educativas e simbólicas, a gestão estadual tem promovido o reconhecimento da Confederação do Equador como um dos capítulos mais relevantes da luta por liberdade e justiça no Brasil.

Durante a cerimônia, Izaque Costa destacou que “a história de Pernambuco é marcada por uma resistência profunda às injustiças e ao autoritarismo. A Confederação do Equador é a prova de que nosso povo jamais se calou diante da opressão. Frei Caneca além de ser um herói nacional e importante liderança libertária, soube interpretar bem o que é ser pernambuco, a partir de um dos seus textos publicados em seu jornal “Typhis”, destacou que ser pernambuco é ter alma de indomável”. O líder do Livres reafirmou o compromisso do movimento com os ideais de liberdade, autonomia e justiça social que moldaram o ideário da Confederação.

A cerimônia foi marcada por homenagens a personagens históricos como Frei Caneca, Cipriano Barata e outros mártires da revolta, com apresentações artísticas, lançamento de livros e pronunciamentos que ecoaram o espírito libertário do povo pernambucano. Além disso, houve a inauguração de uma estátua e um quadro retratando pela primeira vez, a imagem de Frei Caneca.