Não de hoje, mas já de muito tempo, o deputado estadual Coronel Feitosa (PL) é visto como um aliado de primeira ordem do PSB. Tendo integrado os governos de Eduardo Campos e Geraldo Júlio, Feitosa se reinventou na política ao vestir a roupa bolsonarista nas duas últimas eleições. Mas seu gestos e ações no mandato, fogem aquilo que os bolsonaristas raiz pregam, a rejeição a aliança e agenda progressistas dos partidos de esquerda, nesse caso, o PSB.
Por mais que negue, Coronel Feitosa tem votado e agido de maneira clara no travamento dos projetos da gestão da governadora Raquel Lyra, e defendido com unhas e dentes a condução de Álvaro Porto na presidência da Alepe.
Sob a desculpa de defender os interesses da casa e da autonomia parlamentar, o PSB tem contado com Coronel como aliado de força maior, sabendo que ele segue a risca a cartilha de atrasar a aprovação de projetos com interesse de travar o orçamento do governo.
Para os aliados de Feitosa a mensagem tem sido recebida e ele tem sido alvo de críticas, como um bolsonarista de fachada ou de conveniência.
Entre os seus pares, até apelido já recebeu: o advogado de João Campos.
Será difícil para Coronel, que tem um eleitorado que rejeita a aproximação com qualquer partido de esquerda, explicar seus atos de apoio a esse espectro político.
E a pergunta que circula no meio político é: o que diria a família Bolsonaro se soubesse do papel parlamentar de Coronel Feitosa?






