A política Raquel Lyra é conhecida por ser uma oradora nata. Com influências de seu próprio pai, o ex-governador João Lyra Neto, e de seu tio, ex-ministro Fernando Lyra, a governadora de Pernambuco traz em seus discursos posicionamentos firmes, coerentes e embasados.
Se durante os períodos eleitorais Raquel chama atenção pelos seus discursos mais inflamados, o mesmo não aconteceu com frequência durante o tempo de gestão no governo, quando foi mais comedida.
Raquel evitou, até pouco tempo, orações que tencionassem relacionamentos. Afinal, é preciso habilidade política para evitar desgastes e consequências institucionais. Mesmo em momentos de provocação e desrespeito, como no episódio em que o presidente da Assembleia Legislativa do Estado, Álvaro Porto, teve um áudio vazado dizendo que Raquel “conversava merda demais”, ficou sem resposta no mesmo nível.
A antecipação da oposição às eleições de 2026 e os recorrentes ataques pessoais levaram a governadora a subir o tom e inflamar os discursos também. Não de forma eleitoreira, mas de firmeza contra abusos cometidos por Álvaro Porto e alguns deputados opositores, principalmente do PSB.
Em Caruaru, durante ato de filiação do prefeito Rodrigo Pinheiro, a governadora respondeu: “Não venham aqui querer cobrar da gente, em dois anos, aquilo que tiveram oportunidade de fazer na mão e não fizeram.” Ou também, nessa semana, quando provocou: “Não atrapalhem o desenvolvimento do nosso Estado”, disse.
De um discurso irrelevante e sem o tom necessário, as provocações do deputado não atingiram a governadora. Novamente ficou sem resposta. Se a oposição seguir na estratégia de colocar personagens de pouca relevância, seguirá apenas atiçando um discurso contrário forte.
A hora é do tom acalorado! Raquel mostra que não baixará a cabeça para provocações, muito menos para estratégias de atraso de investimentos de Pernambuco. Quem conhece a governadora sabe que era melhor não cutucar a onça. Ou seria leoa? Agora é tarde!








