A deflagração da Operação Check-in pela Polícia Federal trouxe novos elementos para o debate político em Pernambuco ao mirar supostas irregularidades em contratos celebrados pela Prefeitura do Recife em 2020. Embora a investigação tenha como foco contratos da gestão municipal e possíveis pagamentos indevidos a agentes públicos, o episódio rapidamente ganhou contornos políticos e ampliou a disputa entre grupos que já protagonizam o cenário eleitoral de 2026.
Nesse contexto, o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, voltou a ser citado no debate público por conta da Operação Firenze, realizada em 2025. Na ocasião, o principal alvo da investigação foi o ex-deputado Eduardo Porto, irmão do parlamentar. Apesar da repercussão política do caso e da exploração da relação familiar por adversários, não houve acusação formal, indiciamento ou investigação contra Álvaro Porto.
Nos bastidores, a tendência é que a nova operação intensifique a polarização entre os grupos políticos que disputam espaço no estado. De um lado, aliados da Prefeitura do Recife buscam separar a investigação da gestão atual. Do outro, opositores enxergam na operação um fato político relevante por atingir contratos firmados durante o período em que o PSB comandava o município.
Para Álvaro Porto, o momento exige cautela. Qualquer movimentação sua sobre o caso será observada sob forte escrutínio político.








