O ex governador de Pernambuco e atual presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, deu entrevista a Folha de Pernambuco para defender seu legado. O momento não poderia ser pior. Com seu principal aliado, João Campos, atrás nas pesquisas de intenção de voto, as declarações dadas por Paulo caíram como uma bomba no meio político.
Paulo foi perguntado sobre as críticas que recebeu ao longo dos anos pela atual governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, em relação as contas públicas. Com objetivo de atingi-la, Paulo fala em “cenário desfavorável” e diz ter recebido o Estado em situação fiscal melhor do que quando recebeu o governo de João Lyra (pai de Raquel).
Logo que foi publicada a entrevista, uma chuva de questionamentos inundaram as redes sociais. João Lyra governou o estado de abril a dezembro de 2014, tendo cumprido o “mandato tampão” do então governador Eduardo Campos (pai de João). O período de oito meses ainda foi dividido pelo cenário eleitoral, que impede muitas ações governamentais.
A percepção é que as críticas de Paulo não atingiram João Lyra, já que o tempo curto na gestão nem daria condições para complicar as contas públicas ou criar grandes problemas de gestão. Atingiram em cheio o próprio Eduardo. Então a gestão fiscal dos dois governos de Eduardo foram ruins?
Outro ponto interessante foi que o próprio Paulo esteve a frente da Fazenda por praticamente toda a segunda gestão de Eduardo. Então se havia desequilíbrio nas contas públicas, quem seria o culpado?
Paulo Câmara ressurge no cenário político e novamente prejudica os planos do PSB. Seu nome impopular já gerou desgastes as campanhas de João Campos, que chefiou seu gabinete e ainda sofre com o peso da impopularidade de Paulo. Falar nesse momento crucial de uma eleição, pode desgastar ainda mais o momento de João Campos, que não é nenhum pouco favorável.








