O Partido Liberal de Pernambuco discutiu a cerca de pouca mais de 1 mês a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao governo do estado. O que movimentou os bastidores da política pernambucana, em especial a direita do estado.
O nome escolhido para disputada havia sido Silvio Nascimento, vereador de Caruaru, e ex-presidente da Embratur no governo Bolsonaro. Um nome estratégico, pois ainda que perdesse a eleição não ficaria sem mandato, como o caso dos outros nomes que iriam disputar alguma vaga no legislativo neste pleito eleitoral. Além de ser alguém relativamente leve, e sem nenhuma mancha de corrupção em sua história.
Se o PL optasse em manter a candidatura, o maior beneficiado desta ação seria João Campos (PSB), que teria um enfraquecimento da sua principal adversária e atual governadora Raquel Lyra (PSD), que tem no seu palanque maioria dos conservadores em sua base: Pastor Cleiton Collins (PP), Mendonça Filho (PL), Mano Medeiros (PSD), por exemplo. E com a divisão de votos, poderia favorecer a esquerda pernambucana.
Após isso, a governadora Raquel Lyra decidiu contemplar em sua gestão alguns nomes ligados ao PL, em especial ao presidente do partido Anderson Ferreira. Mantendo os conservadores em sua base eleitoral, é fazendo-os recuar em lançar candidato ao governo.
Entretanto, durante visita hoje a Brasília, Anderson Ferreira esteve com Silvio Nascimento, e deve ser o candidato avulso ao Senado do partido Liberal em Pernambuco e deve fornecer palanque para Flávio Bolsonaro no estado.
No fim, a governadora e em especial, seus articuladores políticos, André Teixeira Filho e Túlio Vilaça, conseguiram reverter uma situação desfavorável no tabuleiro político pernambucano, mostrando mais uma vez a expertise de Raquel na política.








