Priscila Krause: A leoa de Pernambuco – Remir Freire

O amigo leitor deve lembrar que, quando tive uma coluna neste blog, escrevi exatamente o mesmo título para falar da governadora Raquel Lyra.
Repeti-lo agora, ao falar da vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, não foi ato falho, mas proposital.

Filha do relevante ex-ministro, ex-prefeito e ex-governador Gustavo Krause, que tive a honra de entrevistar algumas vezes, Priscila se destacou na política pela oposição ferrenha, e qualificada, no Recife e em Pernambuco.

Estava apta à disputa de qualquer cargo nas eleições de 2022. Resolveu encabeçar um projeto eleitoral inédito: disputar, ao lado de outra mulher, Raquel, o Governo de Pernambuco.

Se os vices dos Executivos municipais, estaduais e federal normalmente têm pouca ou nenhuma relevância, salvo quando assumem protagonismo em momentos de impeachment, Krause reescreveu essa história.

Dentro do governo, é vista como um pilar. A crise das chuvas, causada pela falta de estrutura dos municípios da Região Metropolitana e da Mata Norte, foi um capítulo à parte.

Ouvi de mais de um secretário participante do gabinete emergencial: “Ela é uma máquina!”.

Liderou o gabinete, foi para a linha de frente, assumiu a responsabilidade por várias ações e cobrou, sim, cobrou bastante energia e eficácia das pastas envolvidas.

Líder nata, Priscila deixa qualquer vaidade política de lado. Apresenta-se como escudeira de Raquel. Conhecedora do próprio tamanho político, não precisa alimentar o ego para compreendê-lo.

É isso que se espera de uma verdadeira líder: liderança demonstrada nos gestos e nas ações.
Priscila é uma engrenagem primordial para essa gestão. Contar novamente com ela na chancela eleitoral das eleições que se aproximam é vital.