Quem não deve não teme: as digitais do PSB e aliados – opinião por Álefe Rodrigues

Investigar suspeitas ou possíveis irregularidades nunca foi crime. Ainda assim, a governadora de Pernambuco passou a ser atacada por opositores, por a Polícia Civil investigar suspeitas na a Secretária do Recife. Partidários socialistas chegaram a acusar a Polícia Civil de “espionagem”, narrativa amplamente divulgada na imprensa.

A Polícia Civil de Pernambuco ao fazer seu trabalho investigativo foi acusada, levianamente, pelos opositores políticos do governo, o que fez a governadora dar uma resposta a altura das acusações infundadas, no qual afirmou categoricamente que “Ninguém está acima da lei”, demonstrando toda transparência para o caso, que nem o secretario da capital pernambucana está acima da lei, como a própria governadora e seu governo estão tranquilos quanto às acusações falsas, pois como diz o ditado “quem não deve não teme”.

Porém, essa mesma afirmação parece não poder ser dita pelo lado do PSB, que passou no concurso público uma pessoa da 63º posição para 1ª, através de um laudo PCD. João Campos recorreu ao STF, e a amigos do seus antigos aliados.

O ministro do STF ordenou arquivamento das investigações contra os secretários da gestão João Campos, e ainda mandou a Polícia Federal, iniciar uma investigação na Polícia Civil de Pernambuco contra essa suposta “espionagem”; ou seja, a PCPE será investigada por investigar, que é o seu trabalho.

Mas isso é um das digitais da gestão socialista, que em 2018 sob comando de Paulo Câmara (PSB), decretou o fim da DECASP (Delegacia Especializada em Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos) que tinha forte atuação contra a corrupção política no estado. E ainda mais da gestão petista, que possivelmente interviu para que se concretizasse a intervenção do STF nesse caso da polícia Civil deste ano, e em específico de Gilmar Mendes que já arquivou inquéritos de Petistas, como Lindenbergh Farias e deferiu duros ataques aos procuradores da Operação Lava Jato, quando estava em ação.

No fim, a lógica é simples: quem não deve, não teme. Quem teme, recorre a todos os meios para se defender.