A segunda rodada da pesquisa do Instituto IPESPE, em parceria com a Folha de Pernambuco, consolida o favoritismo e a consolidação política da governadora Raquel Lyra (PSD) na corrida eleitoral de Pernambuco. No cenário estimulado de primeiro turno, Raquel avançou para 46% das intenções de voto (ante 44% em junho), ampliando a vantagem sobre João Campos (PSB), que registra 44%. Esse movimento ascendente reflete-se com ainda mais força na pesquisa espontânea, onde a gestora deu um salto significativo de 30% para 38%, enquanto o adversário cresceu em ritmo inferior (de 25% para 32%). Em um eventual segundo turno, a força da atual gestão se reafirma com Raquel liderando por 47% a 45%, demonstrando uma taxa de rejeição sob controle e um piso eleitoral em clara trajetória de expansão.
Sob a ótica demográfica e socioeconômica, a base de apoio de Raquel Lyra revela uma composição altamente qualificada e expressiva nos setores formadores de opinião. A governadora lidera com folga expressiva entre os eleitores de maior escolaridade — atingindo 58% no ensino superior, contra 38% de João Campos — e nas faixas de renda intermediária e alta, marcando 51% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos e 52% na faixa acima de 5 salários. Sociologicamente, essa preferência das camadas mais escolarizadas e de maior renda indica um reconhecimento direto da capacidade técnica, responsabilidade fiscal e eficiência na gestão pública. Além disso, a liderança de Raquel entre os homens (51%) e nas faixas etárias de 16 a 59 anos sinaliza uma forte conexão com a população economicamente ativa e produtiva do estado.
Geograficamente, o levantamento evidencia o expressivo alcance territorial e o apelo popular da governadora no interior de Pernambuco, onde ela ostenta uma sólida vantagem de 56% contra 39% do ex-prefeito. O fenômeno interiorano de Raquel rompe com o histórico de hegemonias excessivamente centralizadas na Região Metropolitana, projetando sua figura como uma liderança capaz de integrar e descentralizar o desenvolvimento estadual. O fato de João Campos concentrar seu desempenho primordialmente na capital e periferias metropolitanas evidencia uma limitação regional de seu projeto, enquanto Raquel se firma como a verdadeira candidata de síntese e abrangência estadual.
Por fim, a avaliação de governo e os índices de convicção de voto coroam a aprovação da atual gestão administrativa. A aprovação “ótima/boa” do governo Raquel Lyra subiu para 45% (com 35% de avaliação regular e apenas 18% de ruim/péssima), refletindo estabilidade e governabilidade em patamares elevados. Essa aprovação concreta se traduz no engajamento de sua base: 40% dos entrevistados afirmam que votariam “com certeza” na governadora (superando os 38% de João Campos). Essa combinação de baixa rejeição, forte aprovação popular e liderança em segmentos socioeconômicos estratégicos reafirma a força política de Raquel Lyra como a principal referência para o futuro de Pernambuco.








