A governadora Raquel Lyra tem chamado atenção no período eleitoral ao panfletar em sinais da capital pernambucana. Muito mais que uma agenda de campanha, o ato é carregado de significados.
Não estamos falando de uma militante, de uma candidata a vereadora ou de uma candidata a conselheira tutelar, com todo respeito ao tamanho e à importância desses cargos públicos, mas de uma governadora de mandato, que lidera as pesquisas de intenção de voto.
Se colocar em tamanha exposição, panfletando nos sinais, nesse caso, foge do “comum” da política.
Raquel sempre disse fazer política “de um jeito diferente”. Essa é mais uma prova.
Não se trata de falta de estrutura partidária. Raquel está em um dos principais partidos do Brasil. É convicção.
Ela se coloca em contato direto com o eleitor, mostra que está ali, ao seu alcance. Ouve, explica, convence.
Na política, as grandes carreatas e os movimentos eleitorais passam mensagens, mas a simplicidade, a aproximação e a escuta do eleitor são diferenciais.
Iria às ruas uma candidata sem popularidade? Iria aos semáforos uma postulante com altos índices de rejeição?
Fazer campanha de rua precisa, muitas vezes, de controle estratégico. Ela mostra que os altos índices de popularidade verificados nas pesquisas não são fatores isolados dos levantamentos.
Podem ser sentidos nas ruas.
A governadora prova sua habilidade política, mas comprova ainda mais que a humildade se sobrepõe a estratégias.
Por Remir Freire, jornalista.








