O deputado estadual Renato Antunes (Novo) reagiu com firmeza às declarações do deputado federal eleito Jones Manoel (PSOL), que defendeu o fim da autonomia do Banco Central. Renato contestou os argumentos apresentados e afirmou que a independência da autoridade monetária é fundamental para proteger a economia brasileira de interesses políticos e eleitorais.
Ao rebater Jones, Renato subiu o tom e questionou o entendimento do deputado eleito sobre o funcionamento da instituição. “Confundir autonomia com privatização, fiscalização bancária com subordinação política e legitimidade eleitoral com poder ilimitado é ignorância”, disparou. Para o parlamentar, os argumentos apresentados por Jones revelam fragilidade na defesa do fim da autonomia do Banco Central.
A reação ocorreu no Plenário da Alepe após Jones defender que o presidente da República tenha controle direto sobre a política monetária, incluindo decisões relacionadas aos juros, à inflação e ao crédito. O deputado eleito também associou a autonomia do Banco Central a falhas na fiscalização do sistema financeiro. Renato, por sua vez, sustentou que a democracia exige instituições capazes de resistir às conveniências dos governantes. “Governos têm mandatos. A moeda precisa ter credibilidade. Governantes têm interesses eleitorais. A sociedade tem interesses permanentes”, afirmou.
Em seu discurso, Renato também citou o economista Roberto Campos, que advertia: “O bem que o Estado pode fazer é limitado; o mal, infinito.” Para o deputado estadual, a legitimidade das urnas não representa autorização para concentrar poderes. “A verdadeira democracia não se mede apenas pelo poder que a maioria confere aos governantes, mas também pelos limites que as instituições estabelecem para proteger a liberdade de todos”, destacou.
Renato também reforçou sua posição em defesa da autonomia do Banco Central e deixou um recado sobre a necessidade de preservar a moeda nacional acima das disputas partidárias. “A moeda não pertence ao presidente. Não pertence aos banqueiros. Não pertence a partido algum. O Real pertence ao povo brasileiro”, concluiu.








