Senador: O voto silencioso – Análise

As pesquisas de intenção de voto para o Senado costumam apresentar divergências em relação aos resultados das urnas. Fatores como a decisão na última hora, a falta de engajamento do eleitorado e a necessidade de escolher dois candidatos em anos de renovação de dois terços ampliam a margem de incerteza. 

Historicamente, o eleitor deixa para decidir o voto ao Senado muito tarde, muitas vezes influenciado no próprio dia por “santinhos” ou recomendações familiares. Dados do Datafolha sobre a eleição de 2018 indicaram que 22% dos eleitores escolheram seu candidato no dia do pleito e 10% na véspera. Em 2026, pesquisa Quaest confirmou a tendência: 14% disseram decidir no próprio dia e 18% na semana ou véspera. 
Surpresas e viradas em eleições anteriores:

São Paulo (2022): Marcos Pontes (PL) venceu Márcio França (PSB) por 49,68% a 36,27%, após passar a campanha inteira atrás nos levantamentos. Na véspera, o Datafolha apontava França à frente (45% a 31%) e a Genial/Quaest indicava empate técnico (39% cada). Apenas a AtlasIntel captou a virada, registrando 29% a 27,3% a favor de Pontes. 

Distrito Federal (2022): Damares Alves (Republicanos) virou o jogo contra Flávia Arruda (PL). 

Rio Grande do Sul (2022): Hamilton Mourão (Republicanos) superou Olívio Dutra (PT), contrariando as projeções. 

Minas Gerais (2018): Dilma Rousseff (PT) liderava com folga as pesquisas, mas terminou em quarto lugar. 

São Paulo (2018): Eduardo Suplicy (PT) figurava na liderança até a véspera, mas as duas vagas acabaram ficando com Major Olímpio (PSL) e Mara Gabrilli (PSDB).