Thiago Medina denuncia contrato milionário de pré-candidato a vice de João Campos com a prefeitura do Recife

O vereador Thiago Medina denunciou a existência de contrato de locação firmado entre a Prefeitura do Recife e o empresário Carlos Antônio da Costa Cavalcanti Neto, pré-candidato a vice na chapa do prefeito João Campos. O contrato envolve o aluguel de um imóvel destinado ao funcionamento de unidade escolar da rede municipal e apresenta valores que ultrapassam a casa dos R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais).

O vínculo teve início em novembro de 2020, por meio de dispensa de licitação, com valor mensal inicial de R$ 45 mil. O imóvel está localizado na Avenida Dr. José Rufino, no bairro da Estância, e foi destinado à Secretaria de Educação do município.
Ao longo dos anos, o contrato passou por sucessivos reajustes anuais, elevando o valor mensal para R$ 47.682,92 em 2022, R$ 49.657,89 em 2023, R$ 51.942,44 em 2024 e R$ 54.274,78 em 2025, conforme termos de apostilamento formalizados pela gestão municipal.

Além dos reajustes, houve prorrogação contratual. Em agosto de 2025, foi celebrado termo aditivo estendendo a vigência do contrato até novembro de 2026. Com isso, o custo total acumulado ultrapassa R$ 3,1 milhões, podendo atingir aproximadamente R$ 3,5 milhões ao final do contrato, segundo levantamento apresentado.

Os questionamentos levantados por Medina concentram-se na relação entre o locador e o atual cenário político, bem como na continuidade dos reajustes e prorrogações ao longo da atual gestão municipal. Também é apontada a utilização de dispensa de licitação na contratação original, ainda que prevista na legislação, e a ausência de nova concorrência pública após anos de execução contratual.

Do ponto de vista institucional, o caso levanta discussões sobre governança, critérios de contratação e possíveis conflitos de interesse em contratos de longa duração envolvendo figuras com projeção política. A utilização de recursos públicos da educação em contratos dessa natureza também passa a ser objeto de debate público. Atualmente, o contrato permanece vigente, com pagamentos mensais atualizados e prazo estendido até 2026, conforme documentação oficial.

A denúncia apresentada por Thiago Medina insere o tema no centro do debate político local, ampliando a pressão por transparência e reavaliação dos critérios adotados em contratos públicos dessa natureza no município do Recife.