Toda direita é extrema para Rosa Amorim – Análise

Rosa Amorim (PT), atualmente deputada estadual e candidata a deputada federal, tem publicado em suas redes sociais uma série de ataques ao deputado federal e ex-ministro da educação, Mendonça Filho (PL) candidato ao Senado nesta eleição.

“A extrema-direita bolsonarista não pode ganhar” é o tom das falas do parlamentar, associando o candidato ao senado à extrema-direita e que o mesmo é bolsonarista, tal qual Gilson Machado era em 2022. Porém, é necessário o cuidado ao atribuir tais termos ao candidato. Mendonça passou sua vida toda em um único partido, o antigo PFL, que virou DEM, União Brasil e por fim União Progressista. O partido pode ter mudado, mas Mendonça sempre permaneceu no mesmo lugar, logo todas essas siglas eram sinônimos de um partido de centro-direita e jamais ao extremo.

Mendonça hoje está no PL por uma ocasião oportuna, onde dentro do União, não haveria viabilidade de sua candidatura, além de na janela partidária a federação união progressista ainda não havia decidido seu apoio a governadora Raquel Lyra (PSD). Mendonça sempre foi um politica de direita, mas nunca a extrema. É necessário coerência para quaisquer críticas aos seus adversários.

A série de posts de Rosas é uma tentativa de desgastar o candidato Mendonça ao Senado, que disputa a segunda vaga em Pernambuco com o petista Humberto Costa, no qual encostou nas pesquisas onde tem uma diferença mínima de apenas 1,5%.