Há quem diga que atrelar o nome ao bolsonarismo pode ser ruim para interesses eleitorais. Se isso fosse verdade, a disputa para herdar esse apoio político nestas eleições não seria tão intensa.
Com a limitação de comunicação do ex-presidente, coube ao “01”, o senador Flávio Bolsonaro, o controle da militância. O problema é que conter os ânimos dos aliados tem se mostrado difícil. Prova disso é que Flávio mal consegue conter os irmãos Eduardo, Carlos e Jair Renan, que frequentemente criam atritos com o mineiro Nikolas Ferreira.
E em Pernambuco? A disputa para mostrar quem é “mais bolsonarista” segue acontecendo. A maior delas foi pelo comando do PL, partido de Bolsonaro, no estado. Anderson Ferreira, líder histórico, não abriu mão e teve o rompimento declarado com Gilson Machado Neto. Se antes a guerra acontecia nas entrelinhas, depois da saída de Gilson do partido virou troca de acusações sem medo.
Gilson também protagonizou embates com Coronel Meira. Nessa confusão, houve graves acusações e até ameaça de processo.
Caruaru não fugiu dessa briga. Outrora aliados, Silvio Nascimento e Gilson também protagonizaram embates. Em um deles, Gilson cobrou lealdade do antigo companheiro de Embratur. Silvio negou que qualquer convite para assumir cargos na empresa pública de turismo tenha partido de Gilson.
Em meio a toda essa confusão, é possível que haja mais derrotados do que vencedores. A divisão da militância, que já não demonstra o mesmo respeito de antes por Jair Bolsonaro, pode trazer uma baita dor de cabeça para Flávio Bolsonaro.
Mas é preciso destacar que, até aqui, Flávio tem demonstrado sensatez nas declarações sobre a militância. O mesmo tem faltado para muitos de seus aliados.








