No último final de semana, apoiadores do presidente Lula (PT) foram às ruas manifestar apoio à sua reeleição. Os atos tomaram o país e lotaram as ruas das inúmeras cidades, como aconteceu em Caruaru, Recife, e em especial na cidade de São Paulo.
Mas algo é necessário ser analisado nesse contexto, os que estavam presentes nas manifestações eram em sua maioria, estudantes, universitários, pessoas ligadas aos movimentos sociais de esquerda, como o MST, UNE, UJS, Correnteza, Levante, etc, além de artistas e influenciadores. No 1º turno o salto alto da campanha de Lula criou um clima de “já ganhou” e houve pouca ou nenhuma mobilização popular, pois se confiaram nas pesquisas que colocavam o petista à frente em todos os cenários.
A análise feita é que todos que foram às ruas neste final de semana já fazem parte dos 53 milhões de brasileiros que já votaram em Lula no 1º turno no último dia 04. Logo, se a intenção era virar o voto dos indecisos, fazer com que aqueles que se abstiveram no 1º turno ou votaram nulo ou branco, possam ir às urnas votar em Lula, tais manifestações não conseguiram. Pois esse eleitor que rejeita a política, vê nessas manifestações mais uma “arruaça” do que um ato político legítimo, e mediante as pichações e colagem de cartazes indevidos nas ruas que tomaram repercussão nacional, criam ainda maior rejeição por parte dos eleitores apolíticos do país.
As ruas podiam estar cheias, mas as urnas continuarão vazias, se a esquerda e a campanha de Lula continuar acreditando que vai virar voto dessa forma. Para isso, é necessário Lula voltar suas atenções ao brasileiro médio, que possui família tradicional, que empreende com muita dificuldade, que sofre com a carga tributária todos os dias, e não lutar contra os pseudos facismo, nazismo e o conservadorismo no brasil.








