Representantes de 10 entidades ligadas ao setor têxtil estiveram presentes no Palácio do Campo das Princesas, nesta segunda feira, 25, para conversar com a governadora Raquel Lyra, sobre os prejuízos e preocupações que o setor produtivo pode ter em relação ao fim da “taxa das blusinhas”. A medida provisória foi assinada pelo governo Lula no último 12, e tem sido alvo de reclamações do Polo Têxtil pernambucano.
Responsável pela movimentação econômica de R$ 18 bilhões e pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos, o Polo tem sentido falta de articulação na bancada federal.
Por mais que a governadora tenha se mostrado sensível, ouvido as demandas, criado um grupo de trabalho e se comprometido em trabalhar na articulação dos pedidos junto a Brasília, o Polo tem sofrido com a ausência de uma representação federal, papel que caberia exatamente a essa representação.
A reportagem ouviu algumas lideranças, que participaram da reunião. Houve relatos de representantes que procuraram deputados federais pernambucanos e não foram sequer recebidos.
Tais relatos reforçam uma preocupação a muito levantada nos bastidores políticos. Como o Polo, tão forte economicamente na região, não consegue unir forças para ter uma representação que atenda realmente ao anseios?
No Congresso Nacional sobram bancadas representantivas, que não atendem apenas a interesses empresarias, mas as demandas da população que retiram empregos e rendas dessas atividades econômicas.
Há cinco meses das eleições gerais, que renovarão os representantes pernambucanos no Congresso, cabe a a reflexão de quais serão a promessas para fortalecer o setor e o desenvolvimento produtivo.
Apenas o deputado Mendonça Filho (PL) que expôs sua opinião de forma rápida, e está sendo o mais enfático na defesa do polo, mesmo não tendo sua origem nas cidades do polo.
O voto em quem defenda a bandeira da nossa região pode fazer toda a diferença.








